Posts Categorizados ‘Jazz

14
Mai
08

Sexo Drogas e Rock´n Roll?

Quando escrevi sobre Jazzistas algo fora o propósito do post me fez centrar em contar uma experiência superficial sobre o mesmo, deixando de absorver o Jazz por uma outra ótica, uma das principais e das mais empolgantes ficou de fora, poepem-me trocadilhos, a sexual.

Mallanaga Vatsyayana, homem que de fato uma qualidade realmente ninguém o tira, a curiosidade, a vontade de experimentar, não escrevo este para criticá-lo, de jeito maneira, se fosse uma celebridade dos tempos atuais, estaria nadando no dinheiro, pois sua obra no âmbito sexual é de certo uma das mais procuradas nas melhores livrarias, mas que ligação o indiano tem com o Jazz, e o que o Jazz tem com a Kamasutra. Uma história lida a grosso modo, é como um orgasmo, precisamos que o tempo passe, as palavras corram, linha por linha, encaixem-se, para que entendamos e para que assim reagimos com sensações diversas.

A culpa na verdade é do tempo, de não o permitir degustar um solo do Jazzista Art Blakey por exemplo. Sem exagero, ouso em dizer que a obra que o fez não ser apenas uma estatística – Kamasutra – teria uma leitura bastante diferente caso o autor tivesse se deparado com tal som.

Nada melhor e mais inspirador que fazer amor ouvindo um bom Jazz, sem querer comprar briga com todos os druguinhos, mas acredito que o lema “Sexo Drogas e Rock´n Roll” merece uma ressalva, não digo correção, pois ele também é fator estimulante e que combina muito bem a uma cama, uma bela despida, ou melhor, vestida para que possamos despí-la com arte e uma escova de dentes, principalmente com o lema em sua íntegra.

Não proponho novo lema, muito menos a alteração do já existente, apenas proponho tal experiência, façamos como o indiano Mallanaga, a grande sacada pode ser essa, experimentar, se não souberem por onde começar, ou qual vinil a agulha tocar, recomendo fortemente Art Blakey.

Uma palhinha:

Art Blakey drum solo

14
Mar
08

Jazzistas

Comecei a enveredar-me nesse estilo musical em meados do ano passado, quando a Folha de São Paulo lançou a coletânea clássicos do Jazz, a mesma é dividida em 20 jazzistas. Toda segunda feira – dia branco* como dizem os grisalhos – religiosamente passava na banca mais próxima para comprar um novo volume, o que me cativou desde início foi o conjunto da obra, não basta a coletânea oferecer ótimo conteúdo artístico, nossa geração é intrinsecamente audiovisual, audiovisual na veia, sempre somos tentados por mídia, por idéias, por um souvenir, algo que lhe prenda o olhar, o publicitário acerta um insight para venda de determinado produto e fazem de nós escravos, reféns de suas idéias.

O Insight

Esta coletânea acerta principalmente nesse ponto, no tato, no capricho e principalmente na idéia do publicitário, a mídia tem a cor preta e sua textura faz alusão as linhas dos antigos e nostálgicos vinis, olha que sacada.

Jazzistas

Mas claro, nem tudo é embalagem, vamos fazer juz ao título desse post, falar sobre Jazzistas, uma experiência fantástica e complicada de absorver no primeiro momento, a coletânea traz grandes nomes do Jazz como Herbie Hancock, esse mesmo, que tirou de Amy Winehouse um grammy, Charlie Parker, Ella Fitzgerald com sua voz ímpar, Luis Armstrong e um que me tornei fã incondicional, o baterista Art Blakey simplesmente fantástico.

O comercial então nem se fala, literalmente:

Art Blakey solo:

*(Segundo nossa amiga e minha gata Ana Cachinhos Boian)