Quando escrevi sobre Jazzistas algo fora o propósito do post me fez centrar em contar uma experiência superficial sobre o mesmo, deixando de absorver o Jazz por uma outra ótica, uma das principais e das mais empolgantes ficou de fora, poepem-me trocadilhos, a sexual.
Mallanaga Vatsyayana, homem que de fato uma qualidade realmente ninguém o tira, a curiosidade, a vontade de experimentar, não escrevo este para criticá-lo, de jeito maneira, se fosse uma celebridade dos tempos atuais, estaria nadando no dinheiro, pois sua obra no âmbito sexual é de certo uma das mais procuradas nas melhores livrarias, mas que ligação o indiano tem com o Jazz, e o que o Jazz tem com a Kamasutra. Uma história lida a grosso modo, é como um orgasmo, precisamos que o tempo passe, as palavras corram, linha por linha, encaixem-se, para que entendamos e para que assim reagimos com sensações diversas.
A culpa na verdade é do tempo, de não o permitir degustar um solo do Jazzista Art Blakey por exemplo. Sem exagero, ouso em dizer que a obra que o fez não ser apenas uma estatística – Kamasutra – teria uma leitura bastante diferente caso o autor tivesse se deparado com tal som.
Nada melhor e mais inspirador que fazer amor ouvindo um bom Jazz, sem querer comprar briga com todos os druguinhos, mas acredito que o lema “Sexo Drogas e Rock´n Roll” merece uma ressalva, não digo correção, pois ele também é fator estimulante e que combina muito bem a uma cama, uma bela despida, ou melhor, vestida para que possamos despí-la com arte e uma escova de dentes, principalmente com o lema em sua íntegra.
Não proponho novo lema, muito menos a alteração do já existente, apenas proponho tal experiência, façamos como o indiano Mallanaga, a grande sacada pode ser essa, experimentar, se não souberem por onde começar, ou qual vinil a agulha tocar, recomendo fortemente Art Blakey.
Uma palhinha:
Art Blakey drum solo