Isso mesmo, com índices de 2.6 de carros por cabeça São Paulo figura dentre as cidades mais congestionadas do mundo, essa situação caótica parece não repercutir de forma negativa na produção desenfreada de automóveis, afinal de contas as montadoras do ABC estão tendo praticamente um orgasmo produtivo, assim como os bancos há tempos não gozavam de condições tão favoráveis, certamente as condições socio-ecônomicas facilitam os paulistanos a conseguirem esse brinquedinho – que encomoda mais que um elefante – em sua garagem, afinal de contas nunca foi tão facil comprar um carro como hoje.
Uma enxurrada de financiamentos e facilidades para o pagamento das parcelas aquecem este setor, até aqui ótimo, isso se traduz em desenvolvimento econômico, social, investimentos extrangeiros, trazendo prosperidade e fonte de novas riquezas.
Algo que é um pouco complicado de entender é o custo X benefício de possuir um automóvel em uma cidade como São Paulo, o trânsito caótico diário de 4,3 milhões de condutores (Número de veículos em circulação) que submetem-se a valores abusivos de todos os lados, dependendo do modelo do carro uma seguradora cobra 1/4 do valor do automóvel para que o proprietário fique tranqüilo e não reaja a um iminente assalto, além diso temos a mão, ou melhor o bolso do governo (ou a cuéca difícil saber), com seu leque de impostos e multas: IPVA, Seguro Obrigatório e afins.
Por falar nisso, não vejo uma explicação plausível de cobrar o seguro obrigatório a não ser encher o cú do governo de dinheriro para depois serem gastos em caprichos de políticos corruptos e não vejo também explicação para a existência dos semáforôs eletrônicos que multam veículos que por lá tenham passado a uma velocidade acima de 40km, que são instalados em vias que parecem mais um despenhadeiro, aquelas vias que mesmo na banguela o carro passa da velocidade limite, o chamado pega troxa.
Mas não sei o quê pode ser pior, um paulistano ocupando espaço e cagando sangue para pagar seu brinquedinho ou aquele que se ousa a fazer uso dos serviços públicos de transporte, esta certo que as condições de transporte não são tão precárias como aquela ilustrada em meu livro de estudo social da 5º série, onde era exibida uma foto tirada dentro de uma lata velha com os passageiros devidamente amontoados cada qual olhando para sua galinha mas infelizmente ainda não podemos contar com esse serviço, então segue um conselho, evite estar dentro de um trem com sua próxima parada na estação Brás, quem passa por lá todos os dias tem a certeza que o inferno não é tão longe.
O vídeo abaixo serve como alento, afinal sempre existe alguém mais fudido que nós:
Trânsito caótico – India
Bahia – Começo do ano letivo escolar de 2008, lá as coisas são mais lights!
